Concerto em homenagem a Sergio Roberto de Oliveira na UNIRIO

202671_4500473873834_1243350811_o-696x470Com produção de Ricardo Santoro e entrada gratuita, programa será inteiramente dedicado ao compositor e produtor falecido no último dia 19 de julho, com as participações de Duo Santoro, Trio Capitu, Trio Paineiras, Quarteto Radamés Gnattali, Quinteto Lorenzo Fernandes, Laura Rónai, Gabriela Geluda, Cristiano Alves, entre outros.

 O compositor e produtor carioca Sergio Roberto de Oliveira, falecido no último dia 19 de julho por complicações de um câncer no pâncreas diagnosticado há um ano e meio, ganhará uma homenagem à altura da importância da sua obra e de sua incansável dedicação ao meio erudito. Um belo concerto será realizado no próximo dia 5 de agosto, sábado, às 16h, na UNIRIO (Sala Villa-Lobos), reunindo amigos próximos e grandes admiradores que registraram suas composições ao longo de duas décadas dedicadas à composição erudita. A entrada será gratuita.

Subirão ao palco o Duo Santoro (“Aos Santos Oro”),o Trio Capitu (“Praça XV”), o Trio Paineiras (“Paineira”), o Quarteto Radamés Gnattali (“Quarteto Brasileiro nº1”), o Quinteto Lorenzo Fernandez (“Man andSociety”), a flautista Laura Rónai (“Fantasia”), o Quarteto ClariNet (“Pangea”), entre outros, além da performance da poeta Vanessa Rocha, que apresentará “Phoenix, um poema”, dedicado ao compositor. O recital se encerra com trechos da Ópera “Na Boca do Cão”, pela soprano Gabriela Geluda e pelos músicos Ricardo Santoro (violoncelo), Cristiano Alves (clarineta) e Léo Sousa (vibrafone).

Duas vezes indicado ao Grammy Latino (2011, na categoria“Melhor Composição Clássica Contemporânea”, e 2012, pelo CD “Prelúdio 21 –Quartetos de Cordas”, no qual atuou como produtor e compositor), Sergio Roberto de Oliveira vinha participando decisivamente no cenário musical brasileiro e internacional e continuou produzindo e compondo até o fim da vida. Sua ópera Na Boca do Cão, com interpretação da soprano e atriz Gabriela Geluda e direção de Bruce Gomlevsky, foi sua última obra escrita e seguiu em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil até o dia 30 de julho. Mesmo bastante debilitado, produziu os discos “Trio Paineiras interpreta Compositores de Hoje” – no qual participa com sua música “Paineira”  e que chega ao mercado neste mês de julho – e o CD de estreia do Harmonitango, com lançamento previsto para outubro.

Desde sua primeira indicação ao Grammy Latino, em 2011, Sergio Roberto de Oliveira se dedicou intensamente à difusão de sua obra e da música de concerto carioca. Produziu e lançou inúmeros títulos neste segmento, como os CDs do Quinteto Lorenzo Fernandez, Trio Capitu, os dois do Duo Santoro, Cristiano Alves, AyranNicodemo, Ricardo Tacuchian, The Biedermeiers, GNU, Orquestra Sinfônica Nacional, escrevendo obras para a maioria destes. Sua parceria com o compositor americano Mark Hagerty produziu dois CDs, “Iluminosidade” e “Pares”, este lançado em 2015 reunindo os violoncelistas do Duo Santoro e as pianistas Patrícia Bretas e Josiane Kevorkian.

Publicada nos EUA, Inglaterra e Alemanha, sua música já foi executada em 8 países, tendo sido convidado com frequência para palestras sobre sua obra no Brasil e no exterior. No campo da música para cinema, lançou em 2014 o curta “Ao Mar”, e compôs a trilha para os filmes “Alla Prima” e “A Dívida”, sendo indicado com o último no Festival Internacional de Cinema de Madri na categoria “Melhor Música para filme” e no International Filmmaker Festival of  World Cinema de Milão na categoria “Melhor Trilha Sonora”. Seu grupo de compositores, Prelúdio 21, é um dos mais ativos do mundo e tem tido destaque no cenário da música contemporânea brasileira, atuando há 17 temporadas ininterruptas. Oliveira era ainda membro do grupo de compositores Vox Novus, baseado em Nova York, e da Academia Latina de Artes e Ciência da Gravação.

SERVIÇO:

 05/08, sábado – Concerto em Homenagem a Sergio Roberto de Oliveira

Horário: 16h

Local: UNIRIO (Sala Villa-Lobos)

Endereço: Av. Pasteur, 436 – Urca

Entrada Gratuita

 PROGRAMA:

 FANTASIA – LAURA RÓNAI, flauta

 A PRIMA DO PEDRO – ANA LETÍCIA BARROS, vibrafone

 AOS SANTOS ORO – DUO SANTORO

                                     Paulo e Ricardo Santoro, violoncelos

 PRAÇA XV – TRIO CAPITU

                        Sofia Ceccato, flauta

                        Janaína Perroto, oboé

                        Débora Nascimento, fagote

 QUARTETO BRASILEIRO nº 1 – QUARTETO RADAMÉS GNATTALI

                                                         Carla Rincón, violino

                                                         Andréia Carizzi, violino

                                                         Marco Catto, viola

                                                         Hugo Pilger, violoncelo

 PANGEA – CLARINET

                    Cristiano Alves, Thiago Tavares, Tiago

                    Teixeira e Igor Carvalho, clarinetas

 PHOENIX, UM POEMA – VANESSA ROCHA, autora e performance

 BRASILEIRO – MIRIAM GROSMAN, piano

 PARES – RICARDO SANTORO, violoncelo

                PATRÍCIA BRETAS, piano

 PAINEIRA – TRIO PAINEIRAS

                      Batista Junior, clarineta

                      Marco Catto, viola

                      Marina Spoladore, piano

 MAN AND SOCIETY – QUINTETO LORENZO FERNANDEZ

                                         Rômulo José, flauta

                                         Juliana Bravim, oboé

                                         Cesar Bonan, clarineta

                                         Alessandro Jeremias, trompa

                                         Jeferson Souza, fagote

 NA BOCA DO CÃO – GABRIELA GELUDA, soprano

                                      CRISTIANO ALVES, clarineta

                                      RICARDO SANTORO, violoncelo

                                      LÉO SOUSA, vibrafone

Fábio Cezanne

 

Rio de Janeiro, 4 de agosto de 2017.

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Trio Paineiras interpreta compositores de hoje – Lançamento de CD

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Trio Paineiras lança seu primeiro CD, dia 25 de julho, terça às 19:00, na Sala Cecília Meireles, com obras de Rami Levin, Pauxy Gentil Nunes, Liduino Pitombeira, Marcos Lucas e Sergio Roberto de Oliveira, que assina a produção. Formado por Marina Spoladore (piano), Batista Junior (clarinete/clarone) e Marco Catto (violino/viola), trio lança luz às obras de compositores contemporâneos.

No universo da música de concerto, sobretudo da música contemporânea, dedicados compositores e intérpretes buscam, a cada dia, novos projetos para divulgar o seu trabalho e fomentar a crescente produção artística atual. Assim nasceu o Trio Paineiras, Formado por Marina Spoladore (piano), Batista Junior (clarinete/clarone) e Marco Catto (violino/viola), que lança, no próximo dia 25 de julho, terça, às 19h, seu CD de estreia, “Trio Paineiras interpreta Compositores de Hoje” (A CASA Discos), no Espaço Guiomar Novaes, Sala Cecília Meireles.  O CD reúne novas obras para formação mista: violino/viola, clarinete/clarone e piano.

No repertório, a obra “Asas”, escrita por Rami Levin em dois movimentos, abre o disco eexplora as chamadas de dois pássaros distintos, ambos comuns no brasil. O primeiro movimento, escrito em 2012, foi inspirado pelo som do Bem-te-vi. O segundo movimento, Sabiá, escrito em 2015 para o Trio Paineiras, é uma descrição musical de vários pássaros ao mesmo tempo, tendo o sabiá ficado como voz dominante cuja melodia toma várias formas.

Em seguida, desfilam peças de outros compositores expoentes do cenário erudito contemporâneo, todas, por coincidência, divididas em três movimentos cada. “Paineira (Barriguda)”, de Sergio Roberto de Oliveira, que também assina a produção do disco, fala sobre a árvore em seus diferentes aspectos. No primeiro movimento, evocando sua ancestralidade africana, a linha do clarone surge como uma “fala de preto-velho”. O apelido “barriguda”, refere-se ao nome que a árvore tem por apresentar no seu caule um bojo, onde armazena-se água. No segundo movimento, descreve-se a paina, tão leve e delicada. Por fim, no terceiro movimento, o compositor retrata a fase da maturidade da árvore, após 20 anos, quando perde seus espinhos e passa a hospedar passarinhos e seus ninhos. Paineira faz parte da série de obras de Oliveira sobre árvores, foi composta especialmente para esse CD e dedicada ao Trio Paineiras.

“Três Telas de W. M. Turner”, de Marcos Lucas, expressaa profunda admiração pela obra do pintor inglês William Turner (1775-1851), cujas telas sempre fascinaram o compositor pelo seu uso inovador das cores, texturas e a intensa luminosidade. O primeiro movimento “Ulisses DerridingPolifermo” é o mais gestual e, em sua livre representação do gigante mitológico que tenta afundar o barco de Ulisses, contrapõe densas texturas acordais a trechos mais colorísticos, evanescentes. O segundo movimento “RainSteamandSpeed – theGreat Western Railway” abre-se com uma nostálgica e brumosa elegia à Revolução Industrial, após a qual o compositor buscou transpor a representação Turneriana do movimento para o domínio sonoro. O movimento final “The FightingTemeraire” é – na interpretação pessoal da obra que retrata o velho navio de guerra sendo rebocado para ser desmontado – uma alusão ao artista que, em seus últimos anos de vida, rememora seu vigor do passado.

“Paineiras”, de Liduino Pitombeira, para violino, clarinete e piano, é dedicada ao Trio Paineiras. Os títulos dos movimentos foram extraídos do poema “A Paineira e o Poente”, de J.G. de Araújo Jorge (1914-1987), publicado no livro “Bazar de Ritmos”, 1a edição, 1935. O primeiro movimento, “Lembrança em Turbilhão” tem como material básico uma série de doze notas que se descortina gradualmente logo no início do movimento. O cromatismo e os gestos bruscos criam uma atmosfera misteriosa e ao mesmo tempo agitada. O segundo movimento, “Saudade ao redor”, lento e meditativo, é construído a partir de sonoridades quartais que se desenvolvem em uma estrutura palindrômica, denotando a ideia de circularidade. O último movimento, “Dispersos”, traz de volta a agitação do primeiro movimento, mas, dessa vez, contaminada com a saudade do segundo.

A obra “Tríptico”, de Pauxy Gentil Nunes,é um experimento sobre a relação entre forma e conteúdo. É composta por três peças quase gêmeas, onde elementos comuns são organizados de formas diferentes em cada uma delas, de modo a encontrar expressões distintas para o mesmo material. Os gestos são facilmente reconhecíveis (trilos, volatas, fórmulas de acompanhamento, glissandi, blocos). São organizados a partir da mesma estrutura de alturas, chamada de Carrossel, que é constituída de 12 conjuntos ligados por relações de condução melódica e não se alteram durante toda a obra, o que torna as três peças ainda mais conectadas.

 

Programa:

“Asas” – Rami Levin

“Paineira (Barriguda)” – Sergio Roberto de Oliveira

“Três Telas de W. M. Turner” – Marcos Lucas

“Paineiras” – Liduino Pitombeira

“Tríptico” – Pauxy Gentil Nunes

 

TRIO PAINEIRAS

Os músicos que formam o Trio Paineiras são atuantes no cenário da música de câmara e sinfônica do Rio de Janeiro, e desempenham importante atividade acadêmica na UFRJ e na UniRio. A versatilidade da formação para violino/viola e clarineta/clarone com o piano é o diferencial do conjunto. A proposta estética é o incentivo às novas obras de compositores brasileiros, e tê-las lado a lado com obras mais tradicionais.

Marina Spoladore

Pianista paranaense premiada em mais de trinta concursos nacionais, trilha um caminho sólido e reconhecido pela seara da música contemporânea. Atua nos principais eventos ligados à música brasileira de hoje, sempre muito elogiada pela crítica. Concluiu seu bacharelado na classe do renomado professor Luiz Senise e desde 2014 é professora assistente de piano e música de câmara da UNIRIO.

Integra o Abstrai Ensemble, grupo carioca especializado no repertório contemporâneo, o PianOrquestra, que explora as infinitas possibilidades do piano preparado e vem se apresentando com muito sucesso na Europa e nas Américas, além das parcerias com o violinista Daniel Guedes e a cantora Veruschka Mainhard.

Batista Jr

Natural de Aracaju-SE, Batista Jr. reside no Rio de Janeiro desde 1998 onde concluiu graduação em Música/Clarinete e mestrado em Música/Praticas Interpretativas, ambos pela UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro. Entre 2002 e 2012,  atuou como clarinetista e claronista da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, além de atuar como convidado em diversas orquestras no Rio de Janeiro e no Brasil.

Desenvolve atividades ligadas à música de câmara e música contemporânea, atualmente participando do Abstrai Ensemble – grupo dedicado a música contemporânea conjugando o uso de instrumentos tradicionais às novas tecnologias – e do Trio Paineiras. Em 2011 é aprovado em concurso público para UFRJ e desde então é professor de Música/Clarinete da Escola de Música/UFRJ.

Marco Catto

Formado pelo Instituto de Artes da UNESP, o paulista Marco Catto estudou na Franz Liszt Music Academy em Budapeste, onde foi bolsista da Fundação Vitae e atuou como solista da Sinfônica de Szolnok. Mudou-se para Chicago, onde concluiu seu mestrado com honras na classe do professor Ilya Kaler, pela DePaulUniversity. Nesse mesmo período foi integrante da Civic Orchestraof Chicago e AdvantChamberOrchestra.

Atualmente é spalla da Orquestra Sinfônica da UFRJ, é membro fundador da orquestra Johann Sebastian Rio, Trio UFRJ, Trio Paineiras e violista do Quarteto Radamés Gnattali.

 

Rio de Janeiro, 24 de julho de 2017

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Programação de Música de Concerto em maio de 2017 no Rio de Janeiro

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O Theatro Municipal apresenta a ópera Norma do compositor italiano Bellini. Exemplo expressivo do bel canto italiano, a obra terá três apresentações, dia 1, 4 e 6.  Coro e Orquestra do Municipal serão regidos por Roberto Tibiriça.

Também no Municipal, dia 7, será apresentado Tributo a Piazzolla. Com direção de Manoel Poladian, regência de Carlos Buono e os cantores Amelita Baltar (que foi casada com Piazzolla) e Alberto Bianco. Dia 19, a Orquestra Petrobras Sinfônica se apresenta com Eduardo Strausser na batuta, interpretando obras de Mozart e Bruckner. E no dia 21, o pianista Benjamin Grosvenor apresenta peças de Mozart, Beethoven, Schumann entre outros.

A Sala Cecilia Meireles tem mês de muita participação dos músicos cariocas. Dia 7, a Orquestra Sinfônica da Barra Mansa apresenta obras de Schumann e Gliere. Dia 14 é a vez da Orquestra Sinfônica da Cesgranrio apresentar obras de Mario Ferraro, Sibelius e Beethoven. Dia 16, a Orquestra de Solistas do Rio de Janeiro toca Tacuchian, Gnattali, Richard Strauss entre outros. E dia 20 a Orquestra Bachiana Brasileira apresenta repertório do século XX (Stravinsky, Schöenberg e Pärt). Além disso, dia 19, o Duo Santoro (violoncelos) lança o CD Paisagens Cariocas. E a casa fecha o mês com duas apresentações de obras de Beethoven, dias 26 e 27.

O Espaço BNDES dedica este mês para a música de câmara. Primeiro, dia 3, com o Trio Aquarius interpretando obras de Villa-Lobos, Francisco Braga e Edino Krieger. Dia 10 é a vez do Quarteto Atlântico interpretar obras de Carlos Gomes, Villa-Lobos, Claudio Santoro e Camilo Bronstein. Dia 17 o Trio Arqué apresenta obras de Guerra-Peixe, Mignone e Tchaikovsky. Dia 24 o Quarteto Françaix interpreta Villa-Lobos, Piazzolla, Jeam Françaix entre outros. E fechando o mês, o Quarteto Concertante apresenta obras de Gnattali e Claude Bolling.

A Escola de Música da UFRJ, tem mês com apresentação de vários nomes da casa. São recitais de piano, voz, trompa, violino. Além disso, a Orquestra Sinfônica da UFRJ se apresenta dia 22 e a Orquestra de Sopros da UFRJ no dia 29.

A Cidade das Artes apresenta dia 13 a orquestra Johann Sebastian Rio, junto com o violinista Domenico Nordio, interpretando as Quatro Estações Portenhas de Piazzolla.

A UFF apresenta, entre outras atrações, o filme Limite, de Mario Peixoto, em exibição com a Orquestra Sinfônica Nacional da UFF tocando a trilha sonora ao vivo, dia 12, 13 e 14.

Até a presente data a Série Música no Museu não divulgou sua programação.

Para a programação completa, acesse a página de Notas Concertantes aqui.

José Saliby

Rio de Janeiro, 4 de maio de 2017

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Semana de Concertos e Master Classes na Escola de Música da UFRJ

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A semana na Escola de Música da UFRJ está repleta de atrações, com concertos e master classes de intérpretes franceses e italianos.

Na segunda, dia 17 às 19 horas, a Orquestra Sinfônica da UFRJ se apresenta no Salão Leopoldo Miguez sob a regência de André Cardoso em programa dedicado a Mozart. Licoln Sena faz solo na flauta.

No dia 18 às 14 horas, a cantora italiana, Francesca Gerbasi, ministra a master class “A interpretação da Música Italiana para Canto”. No dia 19 às 8:30, o organista italiano, Silvio Celeghin, fará master class com o tema “transcrição da obra de Vivaldi para órgão e sua execução”.  E às 19 horas, Celeghin se apresenta em recital com a participação de Francesca Gerbasi. Interessante combinação de órgão e canto, em ótima oportunidade de se ouvir o Órgão Tamburini da Sala Leopoldo Miguez.

Também no dia 19 às 13 horas, a violinista francesa Chouchane Siranossian ministra master class. Siranossian é reconhecida como uma das mais talentosas violinistas de sua geração e estabeleceu sua reputação tanto em performance histórica como em música moderna. Às 14 horas, o violoncelista, Jerôme Huille, faz a sua master class. Huille fez gravação dedicada ao repertório francês para violoncelo e cravo, que venceu o concurso “Centro de Música” em 2010. Fechando o ciclo de master classes de cordas, o violista Pierre-Eric Nimylowicz ministra a sua às 13:00.

As inscrições das master classes devem ser feitas no setor artístico da Escola de Música da UFRJ e todas serão ministradas na própria Escola de Música. Ótima oportunidade de se ouvir boa música e aprender com renomados interpretes europeus.

José Saliby

Rio de Janeiro, 17 de abril de 2017

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Programação de Abril de 2017 no Rio de Janeiro

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O Theatro Municipal inicia sua temporada de ópera com Jenůfa de Leoš Janáček, produção originalmente programada para 2016. Com concepção e direção cênica de André Heller-Lopes, novo diretor artístico do Municipal, e direção musical e regência de Marcelo de Jesus, finalmente vemos em 2017 a casa mostrando sua força, com a Orquestra e Coro se apresentando. Destaque para a participação das cantoras Gabriella Pace e Eliane Coelho. Récitas dias 2, 4, 7 e 9.

A Orquestra Petrobras Sinfônica se apresenta em três ocasiões. Uma no Municipal, com obras de Brahms e Tchaikovsky, dia 21. Fedor Rudin, ao violino, sola o concerto do primeiro. E duas outras na Sala Cecília Meireles, dias 28 e 29, com Obras de Mozart e Richard Strauss. Nestes, Cristiano Alves sola o concerto para clarineta do compositor austríaco. Todos três concertos regidos por Karabtchevsky.

Do cenário internacional, a Dell’arte traz ao palco do Municipal o contratenor Philippe Jaroussky, em apresentação com árias para castrati de Handel, no dia 19.

A Sala Cecília Meireles apresenta, além da Petrobras Sinfônica já citada, vários concertos usando intensivamente recursos do Rio de Janeiro. Dias 7 e 8, concertos com obras de Mozart interpretados pela orquestra Johann Sebastian Rio, pelo Quinteto Villa-Lobos e o Quarteto di Cremona. Para os fãs do compositor é prato cheio. O Quarteto di Cremona também se apresenta na Sala, dia 6, com obras de Shostakovich, Haydn e Mozart. As Orquestras da Cesgranrio, dia 1, e Sinfônica da UNIRIO, dia 9, marcam presença na programação da Sala.

Na Cidade das Artes, dia 15, serão celebrados os 70 anos de carreira de Roberto de Regina, que apresentará ao cravo obras do barroco. O concerto também servirá para o maestro autografar seu primeiro livro “Vida e Obra de Roberto de Regina”.

A Escola de Música da UFRJ apresenta a Orquestra Sinfônica da UFRJ, regida por André Cardoso, interpretando obras de Mozart, dia 17. No dia 19, o italiano Silvio Celeghin, toca o órgão do Salão Leopoldo Miguez. E dia 6, a Orquestra de Sopros da UFRJ apresenta programa com obras de Holst, dentre outros.

Na UFF, em Niterói, apresentações da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF, dias 2, 6 (com Elomar) e 30. O grupo Música Antiga da UFF se apresenta dia 9.

Até a presente data, Música no Museu e Centro Municipal de Referência da Música Carioca Artur da Távola não haviam divulgado suas programações.

José Saliby

Rio de Janeiro, 31 de março de 2017

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Programação de Março de 2017 no Rio de Janeiro

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Após um ano de 2016 com um cardápio variado para os amantes de música erudita no Rio de Janeiro, com muitos concertos e óperas de qualidade, 2017 começa com muita incerteza. Até o presente momento, a Orquestra Sinfônica Brasileira não conseguiu divulgar a programação de 2017. O Theatro Municipal sofreu novo baque com a saída de João Guilherme Ripper da presidência da casa. Ripper é compositor, já administrou a Sala Cecília Meireles, e fazia um trabalho de qualidade, tentando atrair maior público à casa. Valorizou e utilizou muito bem o corpo do Theatro. Quem perde, mais uma vez é a música, os músicos e o público.

(PS:  no dia 7, a secretaria da cultura exonerou Milton Gonçalves da presidência da fundação e indicou André Heller-Lopes como diretor artístico. Heller trabalhou em algumas produção no Municipal junto com Ripper)

Quanto a programação do mês de março, começamos com as celebrações. Dia 5, no Museu Villa-Lobos, foram celebrados 130 anos do mestre que dá nome a casa, com participações do Quarteto Radamés Gnattali, Quinteto Villa-Lobos e Carol McDavit. McDavit aproveitou a data para lançar seu livro com paralelos entre as obras de Villa e Copland. No dia 7, o Instituto Villa-Lobos (UNIRIO) celebrou 50 anos com apresentações de professores e alunos da casa.

A Orquestra Petrobras Sinfônica abre sua temporada no Theatro Municipal, dia 18, com o concerto para piano  24 de Mozart, com Jean Louis Steuerman solando, e aberturas de óperas de Rossini.

A Sala Cecilia Meireles oferece programação com foco em apresentações de câmara. Vale salientar as sonatas de Bach para flauta e cravo, com Mauricio Freire e Felipe Nabuco-Silvestre, no dia 15.

O BNDES oferece concertos gratuitos, sempre às quartas, a partir do dia 15, nesse mês com a Orquestra Sinfônica da Cesgranrio, Orquestra de Cordas da Grota e a Johann Sebastian Rio.

A série Música no Museu dedica a programação do mês às mulheres, sejam elas compositoras ou intérpretes, mantendo seu foco em apresentações para coro ou piano.

José Saliby

Rio de Janeiro, 7 de março de 2017

editado dia 8 de março de 2017.

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Festival Rc4 de 2017

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O ano de 2017 mal começou e já traz o Festival Rc4, evento interessante que apresenta novas direções para o mundo da Música Erudita, com artistas que buscam renovação, seja através de novas obras ou releituras de peças consagradas.

A curadoria e produção musical do evento ficou a cargo de Claudio Dauelsberg, também responsável pelo excelente PianOrquestra. Os recitais aconteceram no teatro Oi Futuro de Ipanema, nos dias 20, 21, 27 e 28 de janeiro de 2017.

A abertura ficou a cargo da Fábrica Orquestra, grupo formado por quatro contrabaixistas e dois percursionistas. Músicos de alto gabarito, cinco deles integrantes da Orquestra Sinfônica Brasileira, o sexteto recria peças já consagradas com muita engenhosidade, cruzando fronteiras entre gêneros e utilizando com maestria os timbres dessa combinação inusitada de instrumentos.  Excelente abertura do festival, em sua participação nacional.

O segundo dia ficou a cargo de Håkon Kornstad, norueguês que começou a carreira tocando sax, e já maduro resolveu estudar canto. Na apresentação do dia 21, ele mostrou toda sua desenvoltura em ambos instrumentos. Muito interessante acompanhá-lo fazendo loops (gravações ao vivo que o músico fazia e que eram repetidas), superpondo os mesmos e improvisando com o sax e cantando. Brilhante e lírica forma de unir tecnologia ao clássico. Mais uma grande experiência.

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O terceiro dia ficou a cargo de dois pianistas: Gregor Schwellenbach e Klavikon (Leon Michener). Gregor possui um estilo minimalista de compor e tocar, talvez pecando pelo uso intensivo deste recurso. Klavikon utilizou excessivamente efeitos eletrônicos, gerados por distorções dos sons do piano, ficando o instrumento em segundo plano. Por momentos, suas obras lembram Trent Reznor.

O fechamento do festival ficou a cargo do excelente Kaleidoscope String Quartet, tocando de forma acústica, e fazendo cruzamento de estilos com muita segurança. As obras apresentadas são de autoria de membros do quarteto, o violinista Simon Haggendorn e o violista David Schnee. Sonoridade envolvente e empolgante.

Outro ponto bastante positivo do Festival é a possibilidade de interagir com os músicos após a apresentação e entender um pouco mais do trabalho deles e suas motivações. Ótima forma de aproximar o público e os artistas.

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Ótima forma de iniciar o ano, com um festival que apresenta novas formas de se tocar e ouvir música clássica, seja através da recriação de obras consagradas, da criação de obras  originais utilizando-se a tecnologia disponível e fazendo cruzamento de gêneros, entre outras técnicas. Fica a torcida para que a programação de música de concerto de 2017 seja tão criativa quando o Festival Rc4.

José Saliby

Rio de Janeiro, 29 de Janeiro de 2017

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