A Flauta Mágica no Theatro Municipal de São Paulo

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O Theatro Municipal de São Paulo apresentou A Flauta Mágica de Mozart, no encerramento de sua temporada de óperas de 2017. Obra da maturidade do compositor austríaco, escrita do alto de seus 35 anos e estreada dois meses antes do seu falecimento.

Com direção musical de Roberto Minczuk e cênica de André Heller, a apresentação do dia 19/12 contou com regência de Gabriel Rhein-Schirato. A Orquestra utilizada por Mozart conta com cordas (violinos, violas, violoncelos, contrabaixos), pares de madeiras (flautas, oboés, clarinetas, fagotes), duas trompas, dois trompetes e 3 trombones. Este último instrumento utilizado poucas vezes por Mozart. No caso da Flauta Mágica, o trombone é utilizado nos momentos mais solenes ou tensos.

A montagem, uma co-produção com o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, se aproveitou do clima bem-humorado da obra, e fez referências à cultura popular brasileira, principalmente em cima do papel de Papagena, que inicialmente surgiu como a velha surda de A Praça É Nossa (programa humorístico de televisão), virando ao final uma cantora pop “periguete”, tão em voga nos dias de hoje.

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Orquestra e Coro do Municipal estiveram muito bem, conseguindo manter o brilho e clareza que Mozart sempre exige. O elenco de cantores também merece destaque, todos muito bem em seus papeis. Muito positivo o fato de que praticamente todo o elenco é de cantores nacionais, que conseguem entregar uma interpretação de alta qualidade. A direção cênica de Heller merece destaque, como sempre. Sua montagem nunca coloca o cenário a frente da música, e sim como aliado desta.

Parabéns ao corpo do Theatro Municipal de São Paulo pela ótima montagem em seus vários aspectos. Ótimo presente de Natal para o público paulistano. Que 2018 seja um ano de fartura e qualidade deste centro musical paulistano.

PS: O Theatro Municipal adotou uma estratégia interessante. Ele se compromete a fazer um bis no qual as pessoas podem filmar e fotografar. Dessa forma ele tenta evitar os flashes indesejáveis durante a apresentação.

José Saliby

Ponte aérea Rio-SP, 21 de Dezembro de 2017.

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